“Um amor, assim delicado, você pega e despreza. Não devia ter despertado. Ajoelha e não reza. Dessa coisa que mete medo, pela sua grandeza. Não sou o único culpado. Disso eu tenho certeza”.– Caetano Veloso.
Escrito por Cibernética às 13h29
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Dona da Minha História
v 17 de Maio de 2004 – Sentada no chão da faculdade, grampeando a primeira edição do fanzine Catarse, vejo ele passar. Não conseguindo disfarçar a surpresa em vê-lo aquela hora, por volta das 20h, fico observando- o. Ele percebe o olhar e diz: “Oi”. Meu coração acelera e penso: “Ele finalmente me viu”.v 22 de Maio de 2004 – Conversando com algumas amigas, perto da lanchonete da faculdade, ele se aproxima e começa a conversar com a gente. De pernas bambas, não sei direito o que falar. Uma das meninas percebendo o meu estado, diz: “Você conhece a Iza?”. E ele, surpreendente, responde: “Sim”. Essa foi a primeira vez que ele me fez morrer. Ele já sabia que existia.v 14 de Junho de 2004 – Após um mês de rápidas conversas, encontros constantes no corredor, reuniões e almoços inesperados, volto do JUCA com uma única certeza: “Ele realmente é o homem que eu amo”. Depois de ficar 5 dias longe dele, conto cada hora e cada minuto para reencontrá-lo. E, finalmente, quando o vejo, toda a espera valeu á pena. Nunca tive um abraço tão gostoso quanto aquele.v 30 de Junho de 2004 – Último dia de aula antes das férias de Julho. Almoçando entre diversos amigos, ele anuncia que precisa ir trabalhar. Meu coração dói, pois sei que vamos ficar distantes durante um mês todo. Minha vontade é de não deixá-lo partir. Estendo a minha mão para segurá-lo. Ele gentilmente, a segura e a beija. Quando vai embora, me deixa totalmente sem fôlego e sem vida.v 27 de Julho de 2004 – Após muita saudade e choro, volto das férias. A faculdade estava vazia, mas eu estava lá, sentada diante da tela de um computador. Sem que eu percebesse, ele chegou e sentou ao meu lado. Finalmente, estava ao lado dele de novo.v 09 de Agosto de 2004 – Dia do meu aniversário de 18 anos. Passo o dia todo esperando um telefonema dele, prometido na semana anterior. Quando estava voltando para casa, encontro com ele. Ele me abraça e diz: “Te desejo todas aquelas coisa que as pessoas desejam em momentos como esse”. Ali, ganhei o meu dia.v 14 de Setembro de 2004 – O cansaço e um súbito mau-humor fazem com que ele perca a cabeça. Um pequeno problema traz à tona uma pessoa totalmente diferente daquela que eu conhecia até aquele momento. Ele briga e eu, na calada da noite, choro. Esta foi a primeira vez que ele me magoou.v 27 de Setembro de 2004 – A magoa já toma conta da alma e resolvo conversar com ele a respeito disso. Conto um pouco daquilo que me tira o sono e temos um almoço muito agradável. Esclarecemos algumas coisas e fico com a sensação de que as coisas serão diferentes. Doce ilusão que dura pouco tempo.v 13 de Outubro de 2004 – A vida já não é tão colorida como era antes. Ele já não responde aos meus e-mails e nem me liga mais. Percebo que as ações valem mais do que palavras. O que sinto por ele já não é tão forte quanto antes.v 14 de Outubro de 2004 – Hoje, após uma breve reflexão de nossa história, tenho a certeza de que estamos condenados a finais diferentes. Mas fico contente por saber que eu realmente o amei. O problema, dessa vez, não foi meu. A vida, mais uma vez, conseguiu me surpreender.
Escrito por Cibernética às 13h28
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Será que vale à pena?
Noite mal dormida, refeição mal feita e vida mal vivida. O feriado passou e pude colocar as idéias, ou o que sobrou delas, em ordem. Pensei em como tenho passado os últimos meses, reparei o quanto mudou a minha visão de mundo, agradeci a todos os maravilhosos amigos que fiz e revivi cenas que passei ao lado de meu amor. Não parei de pensar nele um instante sequer. Temos uma situção mal resolvida e isso me sufoca a alma. Os meses passam e nada acontece - permaneço numa constante inércia. Queria poder chegar perto dele, abraçá-lo com muito carinho, sentir o perfume dele, beijar os lábios dele e morrer nos braços dele. E morreria feliz por saber que estive ao lado do meu verdadeiro amor por alguns instantes. Mas, agora, estamos separados - cada um em sua casa, com sua vida. O planeta continua a girar.
"Ontem eu percebi Ontem, o que eu fiz?
Não sei por que Mas nada mudou Nada mudou Foi melhor assim
Eu só queria voltar no tempo Para corrigir todos meus erros Só queria estar bem perto de mim mesmo Eu só queria te dizer Onde estive aqueles dias Só queria te dizer, mas não podia
Por quê?" - Ontem, Cpm 22
Escrito por Cibernética às 16h05
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Desabafos do fim de uma semana
Vontade de desisitir de tudo: abrir mão do amor e tentar encontrar a felicidade em outros segmentos da vida. Quem sabe dedicar-me inteiramente à profissão que escolhi - JORNALISMO. De que adianta encontrar o verdadeiro amor se ele não exite? De que adianta acordar se sei que não vou poder encontrá-lo, no decorrer de meu dia? Ele nem se importa comigo, culpa do estress, do trabalho ou do desinteresse mesmo! Ele é tudo para mim e eu sou nada para ele. Isso cansa, principalmente depois de quatro meses lutando contra as forças do destino. Não posso mudar o que sinto e nem posso obrigá-lo a gostar de mim - vivo um constante dilema amoroso. Converso com ele como se fossêmos amigos, mas nem sei se ele assim me considera... Mais uma semana se passou e eu continuo na mesma: cansada, desiludida, magoada, resfriada e, acima de tudo, apaixonada (extremamente apaixonada) pelo homem que só posso ter em sonhos. Quem disse que a vida é justa? 

Escrito por Cibernética às 19h33
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Crônica de uma balada na Trash

Madrugada de Sábado no centro da cidade de São Paulo. Em um lugar pequeno, pessoas se amontoam para se divertir. No telão, imagens e clipes dos anos 80. No palco, um ser fantasiado de Fofão assusta e encanta os adultos da platéia. No som, músicas que faziam sucesso quando eu era criança. Olho ao meu redor e vjo cenas completamente diferentes. Mulheres dançam, homens se beijam e todos querem se libertar. Minha vontade é dançar até me acabar mas, após uma vodkca com energético, o sapato começa a apertar os dedos dos pés. Resolvo subir e ver se consigo encontrar um lugar para me sentar. O cansaço, acumulado das últimas semanas, domina todo o corpo e encostar minha cabeça em um colo macio é o que mais quero. Minhas amigas, gentilmente, me emprestam seus ombros para eu me apoiar.E, novamente, fico a observar o que acontece ali. Mãos bobas, beijos quentes e passos ousados dominam o cenário. Nesse momento, reparo que estou sozinha. Poderia enconbtrar o carinho de que preciso em qualquer um dos rapaz "malas" que me abordam. Mas não! Prefiro ficar sentada, pensando na pessoa que gosto e que não se importa nem um pouco comigo. Culpa do cansaço ou da bebida, uma pequena tristeza me atinge. Fico a me perguntar: "Por que amar?"; "Por que é necessário viver esse sentimento que descontrola a alma?"; "Será que não seria mais fácil se não existisse o amor?"; "Será que eu não seria mais feliz se fosse como aquela moça que beija um rapaz seguido de outro, sem nenhum tipo de envolvimento mais profundo?". As respostas para essas perguntas não consigo encontrar, afinal continuo sentada à frente das luzes azuis. De repente, toca "Lua de Cristal" da Xuxa - lembro de quando fui assistir a esse filme com meu pai no cinema! - e a tristeza dá lugar a uma súbita alegria. Canto e danço, esquecendo dos problemas por alguns minutos, mas o sono ainda é forte. Felizmente, o metrô abre e podemos voltar para casa. Termino mais uma noite sozinha, longe do amor verdadeiro, com dores nos pés, sono dominando o corpo, imagens que jamais serão esquecidas e uma nota falsa de R$ 50 no bolso. Sorte que tenho amigas maravilhosas junto de mim. E a noite cede espaço para mais um dia em nossas vidas!

Crédito: http://www.tras80s.com.br

Escrito por Cibernética às 15h39
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